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Panorama da animação internacional no PIC

Panorama da animação internacional no PIC

Boa nota da amiga Sandra Monte! Nesta segunda-feira, dia 04, houve a abertura oficial do PIC Animação, projeto que pretende promover capacitação orientada a projetos de séries de animação brasileiras e que visa contribuir para o aprimoramento e condições de competitividade no mercado internacional. O projeto é uma parceria entre a ABPITV, a Apex-Brasil, e a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

As atividades vão até a próxima sexta-feira. Os participantes dos 25 projetos selecionados receberão palestras e treinamento para que possam levar suas animações para o mercado exterior. Entretanto, logo na abertura, participantes, imprensa e interessados viram que a tarefa não é fácil.

No painel Panorama da Animação Mundial e Novas Tendências, consultores do mercado internacinal falaram de suas expeciências e fatos relevantes do mercado externo e também deram algumas dicas que parecem bobas, mas têm vital importância na apresentação de projetos.

A maioria dos consultores - veja quem são na home (Jacques Bensimon,  Emmanuèle Petry, Cathy Chilco, Heather Kenyon, Josh Selig, Madeleine Lévesque, Tanya Kelen, Marta Machado, Reynaldo Marchezini, César Coelho, André Breitman e Kiko Mistrorigo) - queixou-se da falta de material visual. Normalmente, os interessados escrevem muito e colocam poucas imagens em seus projetos. Eles comentaram que é interessante haver um número razoável de imagens da obra.

Outro ponto relevante foi: muitas vezes, os produtores fazem trabalhos bons, mas sem uma definição clara de qual o público e emissora de interesse. Os consultores frisaram que estes fatores são extremamente importantes. Falaram para os profissionais pensarem em outros mercados além do americano. Por lá, a tendência é realmente de títulos live action.

Mencionaram também que o projeto deve ser claro e ter uma visão firme do autor, para que ele próprio possa motivar as empresas interessadas. Ler revistas da área como TV Kids e Animation Magazine (ambas americanas), para ficarem atentos como anda o mercado. [Outra questão] importante é dos estúdios estarem presentes em eventos como Mipcom, sempre. Mesmo que o produto não tenha interessados em um primeiro momento, pode causar certo impacto pela insistência do produtor.

Mesmo com tantas dicas internacionais, o que circundou as conversas foi o próprio mercado interno. Um dos pontos principais é: como convencer as emissoras nacionais a exibirem e investirem em animação nacional? Para um dos palestrantes, uma das formas é justamente mostrar que as animações nacionais têm força externa e só assim, poderiam mostrar força interna.

Ou seja, fazer sucesso primeiro lá fora e depois em sua própria casa. Entretanto, jornalistas e interessados mostraram-se receosos quanto ao comentário, pois é uma faca de dois gumos. Sabe-se que no mercado internacional, uma animação ou filme tem que se pagar em seu país. Ou seja, o Brasil teria que funcionar diferente.

O que os presentes puderam perceber é que, o desafio da animação nacional é muito maior do que parece. Apoio governamental é importante, entretanto, não é tudo. Será necessário que o produto nacional seja competitivo com qualidade, preços e pela insistência dentro do próprio mercado interno.

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