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Conheça a animação "Mary e Max - Uma Amizade Diferente"

Conheça a animação "Mary e Max - Uma Amizade Diferente"

Vou abrir espaço para destacar o trabalho de Adam Elliot. Ele ficou mais conhecido após ganhar o Oscar de Melhor Metragem de Animação (e outros prêmios por festivais internacionais) em 2003 por seu curta de animação em massinha (claymation) "Harvie Krumpet". Na época, foi considerado por muitos (inclusive este vos escreve) como azarão. Afinal, os concorrentes eram fortes... relembremos:

* Boundin´ - Pixar Animation Studios - Bud Luckey
* Gone Nutty - Blue Sky Studios - Carlos Saldanha e John C. Donkin
* Nibbles - Chris Hinton
* Destino - Walt Disney Pictures - Dominique Monfery e Roy Edward Disney

Graças ao prestígio, Elliot conseguiu produzir um longa metragem que vem sendo muito elogiado mundialmente - "Mary e Max - Uma Amizade Diferente". Trata-se de um  estilo de animação muito bonito. Confira abaixo trecho da crítica de João Solimeo sobre o filme, que esteve em cartaz em Campinas-SP.

Elliot é daqueles animadores que vão contra a corrente da computação gráfica e, assim como seus colegas da Aardman Animation (a produtora inglesa responsável por Wallace & Gromit), ainda faz seus filmes de forma artesanal, movimentando bonecos e cenários milímetros por vez e fotografando quadro a quadro.

O mundo de Adam Elliot é todo particular. Também ao contrário de animações "fofinhas" para crianças, ele cria um quadro bastante adulto (e muito bem humorado) da sociedade, expondo as neuroses do homem moderno, seus medos perante o mundo e um tom geral bem distante das animações estilo Disney (que cumprem seu papel). Tanto que "Mary e Max" é mostrado em versão legendada, destinado a adultos.

O humor negro e visão perturbadora da vida presente em "Harvie Krumpet" retornam em "Mary e Max". O filme toma emprestada a trama de "Nunca te vi, sempre te amei", de 1986, que contava a história de duas pessoas (Anne Bancroft e Anthony Hopkins), em cantos diferentes do globo, que por anos mantiveram uma amizade por meio de cartas.

O filme é quase todo sem diálogos, composto pela narração de Barry Humphries e pelas vozes (nas cartas de Mary e Max), de Toni Collette e Philip Seymour Hoffman. O filme é lento e cheio de detalhes irônicos e sarcásticos. Max é um caso típido de depressivo das grandes cidades, solitário e com um problema de peso, do qual ele tenta se curar frequentando reuniões dos "Comedores Compulsivos Anônimos".

Mary é a garota feia, tímida e impopular na escola. Ela gostaria de receber mais atenção do pai ausente e da mãe alcoólatra, mas só está feliz quando assiste sua série preferida na televisão, ao lado do galo de estimação e comendo uma lata de leite condensado.

A vida de Mary, de oito anos, e a de Max, muito mais velho mas com a idade mental de uma criança, começa a mudar quando eles encontram finalmente um amigo através das cartas. Eles trocam experiências (distorcidas) de vida, receitas de sanduíches de chocolate e leite condensado e tentam, principalmente, encontrar conforto para a solidão.

A animação é elegante, com boa direção de fotografia e cenário rico em detalhes. Há piadas escondidas pelo roteiro e pelo cenário, como o fato do gato de Max se chamar HAL e ter apenas um olho (assim como o computador do filme "2001 - Uma Odisséia no Espaço").

Mary e Max - Uma Amizade Diferente - trailer

"Harvie Krumpet" legendado aqui.

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