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"Tá Dando Onda" é a grande estréia da semana

"Tá Dando Onda" é a grande estréia da semana

Estréia dia 26 de outubro a nova animação da Sony, "Tá Dando Onda" (Surf´s Up). É um caso curioso dentre as animações lançadas esse ano. Considerado de muito bom gosto por críticos e até mesmo os mais duros deles como Michael Barrier, o filme estrelado por pingüins surfistas não foi sucesso de bilheteria nos EUA. Por lá faturou cerca de US$ 59 milhões. Curiosamente se tornou o campeão de vendas em DVD na semana passada. O outro lançamento da temporada, o clássico da Disney "Mogli" ficou em terceiro lugar.

Para conferir o que a crítica brasileira pensa do filme transcrevo abaixo trecho da crítica de Isabela Boscov para a revista Veja. Ela pode ser lida integralmente no fórum AnimationS.

Tá Dando Onda é um "documentário" sobre pingüins surfistas. Mas fofura não é só o que ele tem a oferecer


Um desenho animado em forma de documentário, sobre pingüins surfistas. Por causa dessa premissa, que pode soar tanto complicada quanto desmiolada, a bilheteria americana de Tá Dando Onda (Surf’s Up, Estados Unidos, 2007) estacionou em menos de 60 milhões de dólares, quantia desapontadora para os padrões do segmento. Que ela não sirva como medida de qualidade, porém: a animação que estréia nesta sexta-feira no país não é apenas a melhor já realizada pela Sony, como também uma das mais inventivas a ser lançadas nos últimos anos por qualquer um dos grandes ateliês. Uma pista de quanto esse desenho pode ser criativo é que, não fosse seus próprios personagens mencionarem pingüins que cantam e dançam, ou que protegem seus ovos em face das mais terríveis adversidades, provavelmente o espectador nem se lembraria dos outros filmes que tornaram esses bichos ícones do cinema. (...)

Tá Dando Onda tem bem mais a oferecer do que personagens fofos e vozes excelentes (a cargo de Shia LaBeouf, Zooey Deschanel e Jeff Bridges). Dirigido por dois animadores com longa experiência na Disney e na Pixar, o filme é um exemplo de como o aprimoramento tecnológico da animação em 3D permite uma liberdade narrativa de que nem sempre os estúdios se aproveitam. Velhos documentários em 16 milímetros, imagens típicas de campeonatos de surfe feitas com teleobjetivas, câmeras "radicais", daquelas que se prendem ao corpo dos esportistas, cenas de entrevistas com personagens desacostumados às lentes, que olham para lugares estranhos nas horas erradas – Tá Dando Onda sabe imitar com perfeição todo esse repertório de imagens. Mas não o faz só para demonstrar apuro. O que ele pretende é multiplicar os pontos de vista e mostrar, com humor, que o que se diz pode estar bem distante daquilo que se faz. Para todos os efeitos, o filme é dirigido às crianças. Mas suas idéias são um bocado adultas.

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