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Exibição 3D - a moda pega?

Exibição 3D - a moda pega?

E lá vamos nós de novo com essa história. Mas é culpa do sr. Jeffrey Katzenberg, chefão da DreamWorks que apareceu de novo na mídia para cantar que a exibição 3D será a salvação das salas de cinema. Vale lembrar (de novo) que Katzenberg já cantava outras revoluções não alcançadas como o sucesso das animações adultas de seu estúdio, da famosa mistura "tradigital" e da animação em CGI (que nem sempre faz esse sucesso todo).

Enfim, Jeffrey Katzenberg diz em artigo no NPR que em poucos anos a maioria dos filmes será produzida para exibição em 3D. Tudo começou quando ele teve um insight assistindo a versão em 3D da animação "O Expresso Polar". A partir daí o mundo do cinema iria se transformar. A exibição 3D será a terceira grande revolução no cinema após a chegada do som e a mudança do preto e branco para technicolor (cores).

O jornalista Cássio Starling Carlos publicou no blog Ilustrada no Cinema um artigo sobre essa nova mania (reproduzo trecho abaixo):

A tecnologia vem sendo alardeado pelos patrões da indústria como uma espécie de reinvenção do cinema. Jeffrey Katzenberg, presidente da DreamWorks Animation, proclamou, no último fim-de-semana, durante uma tele-conferência (transmitida, obviamente, em 3D) que os filmes em 2D vão acabar. “Em breve, todo mundo terá seus próprios óculos 3D, que serão utilizados nas salas de cinema, em casa, para ver TV, para jogar videogames e para acessar todo o conteúdo da internet”, anunciou aos participantes da International Broadcasting Convention, megafeira de conteúdo para empresas de comunicação que termina hoje em Amsterdã.

O entusiasmo é acompanhado bem de perto por Michael Lewis, presidente da Real D, empresa que vende projetores digitais com tecnologia 3D para cinemas norte-americanos. “Nos próximos dois anos ofereceremos nossos ‘...E o Vento Levou’ e ‘Cidadão Kane’”, declarou descaradamente o empresário à revista “Time”.

A quem está sendo convidado a pagar a conta (na forma de ingressos que custam BEM mais que o valor já alto que desembolsamos normalmente) recomenda-se cautela. Pois, se a indústria, associada a bons criadores, não desenvolver soluções visuais menos entediantes, a tecnologia corre o risco de seguir o mesmo destino de sua antecessora, que ganhou os cinemas nos anos 50.

Os desconfortáveis óculos de outrora levaram a culpa, mas a razão mais coerente para o fracasso dos filmes em 3D em sua encarnação anterior foi de fato o cansaço das platéias com a previsibilidade dos mesmos truques visuais.

Na época, o 3D apareceu como uma solução mágica para inverter os efeitos negativos (para os estúdios de cinema) do consumo crescente de aparelhos de TV e de oferta de entretenimento gratuito diretamente na casa dos espectadores. A chamada “era dourada” durou cerca de três anos, de 1952 a 1955.

Mas agora que nem é preciso mais ir ao cinema para admirar efeitos estereoscópicos bem diante do nariz, quanto tempo a febre se manterá alta?

Para quem não duvida das premonições de Jeffrey Katzenberg, a atualidade das criações 3D em múltiplas plataformas visuais pode ser acompanhada com o mesmo nível de entusiasmo no blog Swell 3D.

Diferenças nas salas de exibição 3D

A maioria das pessoas não sabe mas há diferença nos formatos de exibição 3D nos cinemas. Uma matéria no Guia da Folha explica essas diferenças e quais as salas com cada formato.

O truque desta tecnologia é fazer com que imagens diferentes cheguem a cada olho, como na visão normal, criando a sensação de profundidade. Isaac Besso, diretor comercial da Transisom --empresa que comercializa tecnologias para cinema--, explica que a exibição em 3D é feita por meio de filtros instalados nos projetores e óculos especiais, que variam dependendo do sistema adotado.

Atualmente, dois formatos estão disponíveis no mercado: Real D --o mais antigo-- e Dolby Digital 3D. Um terceiro sistema, o XpanD, deve chegar à sala 3 do Box Cinemas no shopping Metrô Itaquera, em 10 de outubro, e a complexos que utilizam tecnologias fornecidas pela Rain, empresa responsável pela projeção digital de salas como o Reserva Cultural e o HSBC Belas Artes.

Confira aqui as características de cada sala 3D.

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