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"Os Sem Floresta" (Over the Hedge) - 2006

por Celbi Pegoraro (25/07/2006)

"Os Sem Floresta" é uma daquelas estréias que agradam, mas ao mesmo tempo parece não causar muita repercussão. Mas isso era esperado, ainda mais sendo eclipsado por "Carros" da Disney/Pixar. Esta aposta da DreamWorks foi bem recebida, especialmente por apostar num design mais cartunesco do que realista. Isso já havia sido feito, até de forma mais exagerada, em "Madagascar". Com um elenco de vozes muito bom, e uma história simpática que conquistou público e crítica, a produção passou dos US$150 milhões nas bilheterias norte-americanas.  Cifra ótima, ainda mais com as idas e vindas da produção, que chegou a ter até Jim Carrey no elenco de vozes durante o início do projeto. Veja abaixo mais informações oficiais do filme*.

Sinopse

A primavera chegou — e quando Verne e seus amigos da floresta acordam de sua longa soneca de inverno, descobrem uma grande e verde cerca bem no meio de seu habitat natural. É aí que entra RJ, um guaxinim oportunista que explica que o mundo do outro lado da cerca é “tudo de bom”, onde criaturas peculiares, chamadas humanos, vivem para comer, em vez de comer para viver. “Para os humanos”, proclama RJ, “bastante nunca é o bastante”. Com um pouco de ciúmes e muitas suspeitas do carismático e bom-de-lábia RJ, o sempre cauteloso Verne quer manter sua família de variadas raças em segurança do lado de cá da cerca. No entanto, provando que o dito popular de que o “lixo de um é o tesouro do outro”, o manipulador RJ consegue convencer a galera da floresta que há pouco o que temer e muito a ganhar com seus novos vizinhos. E RJ e Verne acabam fazendo uma amizade diferente à medida que eles e seus amigos peludos aprendem a explorar e a co-existir com o novo e estranho mundo bem ali do lado.

Notas de Produção

“Eles comem para viver. Nós vivemos para comer. Eles pegam o que precisam e usam aquilo que pegam. Nós pegamos o que queremos e depois queremos mais! Na verdade, as criaturas mais esquisitas na Terra devem ser mesmo nós mesmos.” Por mais de dez anos, esse tem sido o ponto de vista de uma dupla de grandes amigos bem incomuns — um guaxinim e uma tartaruga — enquanto observam o mundo do subúrbio nas populares tirinhas de quadrinhos “Over the Hedge”. Escritas por Michael Fry e ilustradas por T. Lewis, as tirinhas estrearam em junho de 1995 e, desde então, apresentam diariamente doses de ironia e observações afiadas dos animais sobre as fraquezas dos humanos. O diretor e roteirista Karey Kirkpatrick ("James e o Pêssego Gigante", "A Fuga das Galinhas"), que faz sua estréia de direção em "Os Sem Floresta", observa: “A tirinha é sobre uma tartaruga e um guaxinim que bisbilhotam sobre a cerca e observam a sociedade humana para satirizá-la com um humor bem afiado e inteligente”. O também diretor Tim Johnson ("FormiguinhaZ", "Sinbad - A Lenda dos Sete Mares") atesta: “A tirinha é uma espécie de reflexo de um espelho distorcido daquilo que nós somos como humanidade”. Karey Kirkpatrick, que co-escreveu o roteiro com Len Blum e Lorne Cameron & David Hoselton, acrescenta: “Era um cenário incrível para apoiar um filme de animação. Pegamos personagens que as crianças adoram e permitimos que eles oferecessem um comentário irônico sobre a sociedade dentro do contexto da história”.

Tim Johnson observa que o filme serve como uma espécie de introdução da tirinha: “Gostamos de dizer que a nossa história termina onde a tirinha começa, apresentando um par de amigos incomuns. O filme explora a forma como Verne e RJ se conheceram”. Ele continua: “Mike e T. se envolveram ativamente no desenvolvimento do filme, foi uma parceria incrível. Nos empenhamos em incluir ‘a voz’ deles, os comentários deles, a perspectiva deles sobre esse mundo. Ao construirmos a história, tentamos sempre manter o espírito da tirinha, a crítica dela sobre a necessidade que nós humanos temos pelo excesso, pela conveniência, por termos tudo maior, melhor e mais rápido”. A produtora Bonnie Arnold ("Toy Story", "Tarzan") resume: “Na verdade, somos nós que estamos no ‘quintal’ dos animais, não foram eles que invadiram os nossos. A tirinha, e agora o filme, falam sobre o impacto que o nosso crescimento causa nas vidas dos animais e como eles têm que se ajustar para sobreviver nesse novo ambiente”.

O ator Bruce Willis, que faz a voz do malandro guaxinim RJ, fala de sua experiência em "Os Sem Floresta" e de seu personagem: “Foi divertido entrar no clima do meu personagem. Durante os anos, o RJ acumulou vários itens humanos que ele carrega numa bolsa de golfe, a sua própria bolsa de truques. Ele é muito esperto, mas o aspecto mais interessante do seu caráter, para mim, é quando ele mostra sua vulnerabilidade. Ele é um trapaceiro solitário que se depara com essa família de animais e descobre que quer fazer parte dela. Grande parte do humor resulta das confusões em que o RJ envolve os outros bichos. Há muita coisa engraçada com as quais as crianças vão se identificar, mas muita coisa foi escrita especificamente para os adultos”. Infelizmente, o personagem de Bruce Willis vai aprender uma lição do jeito mais difícil ao esquecer uma regra importante da natureza: só pegue aquilo que precisar. Ao ser pego roubando um contêiner de comida de um urso bravo, RJ tem uma semana para devolver tudo — se não quiser virar alimento, literalmente. Ao que o Diretor Tim Johnson pergunta e responde: “Como ele vai conseguir fazer isso? Tirando vantagem dos pequenos inocentes e fazendo-os juntarem comida o bastante para pagar ao urso”.

O líder desse grupo de inocentes é uma tartaruga chamada Verne, que leva a voz de Garry Shandling. Tim Johnson descreve: “Verne é uma tartaruga muito prática e precavida, e Garry fez um trabalho maravilhoso capturando sua meiguice e afeição pela família, bem como seu medo de mudança e de qualquer coisa nova. Verne aprendeu a confiar em seus instintos porque ele é o mais velho e mais sábio do grupo. E quando seu rabinho treme, ele sabe que há algo errado”. Se Verne é o mais cauteloso do grupo, o mais leal é Hammy, um esquilo hiperativo que parece se mover na velocidade da luz — e, diferente de Verne, gosta de RJ de imediato. Steve Carell, que faz a voz de Hammy, revela: “Ele é totalmente leal aos seus amigos e muito gentil. Só de pensar nele tenho vontade de chorar porque é a coisa mais meiga que já vi”. Em contraste com o otimismo de Hammy está Stella, para quem a vida, em uma palavra, fede. É Karey Kirkpatrick quem explica: “Pode-se dizer que Stella é uma gambá com atitude. Acreditamos que a ‘bagagem’ que você carrega pela vida acaba moldando um pouco a sua personalidade”. Stella recebeu a voz de Wanda Sykes, que recebeu o título da 25a Pessoa Mais Engraçada da América pela revista Entertainment Weekly. A atriz acrescenta: “Ela tem todo o direito de ser mal-humorada. Quem não seria com aquele fedor o tempo todo? A Stella é maravilhosa. Ela sabe que as pessoas a vêem e saem correndo, que ela fede, e que tem que lidar com isso. Só que não necessariamente da forma mais positiva”.

Estela mostra o seu lado mais suave quando ela se apaixona por um gato doméstico, que ela chama de Tiger. Ele tem a chave para entrar na casa, e a casa é a chave para salvar ‘o rabo’ do RJ. Wanda Sykes dá mais detalhes: “É aí que a Estela passa por uma enorme transformação. Ela tem que parecer uma gatinha para atrair o Tiger, e o faz para ajudar sua família — o grupo de animais que sempre a aceitaram. Mas ao ver como ficou linda, ela se sente mais confiante e, embora saiba que não está sendo autêntica, acaba gostando do envolvimento com o gato persa mimado”, cujo verdadeiro nome é Prince Tigerius Mahmoud Shabazz, interpretado pelo ator e comediante de sotaque persa original Omid Djalili. Omid Djalili descreve seu personagem: “Ele é um gato ridiculamente metido que acha que a Estela é uma gata de rua, mas ele sente que têm uma química. Basicamente, o Tiger se apaixona por uma gambá, mas ele não liga porque não sente o cheiro”.

William Shatner faz a voz de Ozzie, um sarigüê que adora fazer o que os sarigüês fazem de melhor: se fingir de morto sempre que estão em perigo. Tim Johnson observa: “Só que o nosso sarigüê faz isso de forma shakespeariana. Ele é totalmente melodramático”. Ozzie tem uma filha adolescente chamada Heather, que leva a voz de uma das maiores cantoras do momento, Avril Lavigne. “Quando o pai da Heather finge que morre, é ela quem quer morrer de constrangimento, como sentem a maioria dos adolescentes em relação a seus pais”, compara ela. Representando os valores tradicionais da família estão os perfeitos pais porcos-espinhos, Penny e Lou, com as vozes dos dois atores que se complementam harmoniosamente na tela, Catherine O’Hara e Eugene Levy.

A galera da floresta também tem seus inimigos. Do lado de lá da cerca está Vincent, um enorme urso com um apetite à sua altura. Antes de hibernar, Vincent estocou comida o bastante para mantê-lo gordo e feliz por muitos meses, até RJ destruir tudo. Se o RJ não recuperar suas perdas em uma semana, Vincent será forçado a se saciar com um grupo diferente de comida. Nick Nolte, que faz a voz de Vincent, atesta: “Ele não é um cara mau, só tem um pequeno problema de comportamento. Quando alguém rouba a comida dele, ele fica bravo... e quem pode culpá-lo?”. Do lado do subúrbio, os animais enfrentam um novo tipo de inimigo na pessoa de Gladys Sharp, a presidente da Associação dos Proprietários do El Rancho Camelot, que vive e morre pelas regras que mantêm sua comunidade em perfeita ordem. Emprestando sua voz a essa personagem está Allison Janney, que afirma: “Gladys é fanática por regras e fica muito nervosa quando as coisas ficam bagunçadas. E o que bagunça mais que guaxinins revirando o seu lixo?”. Horrorizada com o que ela chama de infestação de vermes, Gladys pede a ajuda profissional do terrível Dwayne, “O Exterminador”, um incrível inimigo para qualquer animal que tiver o azar de estar dentro do seu campo de visão. E é Thomas Haden Church que empresta sua voz para esse personagem, tido como o pior pesadelo do reino animal. Tim Johnson observa: “Foi um desafio incrível capturar as personalidades que o T. definiu em seu mundo bidimensional e em branco-e-preto, no nosso mundo tridimensional e colorido, e ainda nos mantermos fiel a elas, mas como trabalhamos juntos com Mike e T., acho que apreendemos seu humor e estilo irreverentes nos nossos personagens animados”.

Os criadores da tirinha dizem que compreendem os desafios e ficaram impressionados com os resultados. T. Lewis admite: “Quando vi tudo tomar vida, não estava preparado! A cor, a riqueza e a beleza foram estonteantes. Para mim foi como a Dorothy entrando em Oz ao sair de sua casa em branco-e-preto no Kansas. Foi fantástico!”. Mike Fry concorda: “É sempre assustador quando a sua criação toma vida. Pensamos: ‘Será que é como imaginei na minha cabeça?’ E para os nossos leitores, ‘será que é como eles imaginaram?’ Mas eles fizeram um trabalho maravilhoso sendo fiéis aos nossos personagens”. A desenhista de produção Kathy Altieri ("O Príncipe do Egito", "Sírit - O Corcel Indomável"), que supervisionou todos os elementos de design do filme, dos personagens aos seus ambientes, observa: “Os personagens da tirinha têm seu próprio charme, mas tivemos que dar-lhes um nível visual mais sofisticado para que o público pudesse se identificar com eles da forma que nós queríamos”.

Além de bonitinhos, os pequeninos animais peludos de "Os Sem Floresta" vieram com seus próprios desafios, a começar por seus pêlos. Com exceção do Verne, a tartaruga, todos os animais são cobertos de pêlo, sendo que cada espécie tem suas qualidades específicas e suas marcas. "Os Sem Floresta" é o primeiro filme de animação por computador da DreamWorks Animation com pêlo dinâmico, ou seja, em que o pêlo dos animais, sozinho, pôde ser animado da cabeça ao dedo do pé. Como em toda primeira vez, houve muita tentativa e erro na animação dos pêlos, principalmente em relação aos longos e afiados espinhos dos porcos-espinhos. “Mesmo sem pêlo, o casco aparentemente sólido do Verne tem centenas de controles e cada pedacinho ali pode ser manipulado para permitir que ele se mova”, explica o supervisor de personagem Jeffrey Light. Outro desafio na animação é expressar para o público quando um personagem está mentindo, como justifica o diretor Tim Johnson: “O RJ mente muito neste filme e os nossos animadores tiveram que ser capazes de comunicar isso sem palavras. A complexidade do comportamento do nosso personagem permitiu um nível incrível de sofisticação nas expressões dos nossos personagens de Computação Gráfica”. O “personagem-título” do filme é a Cerca (Hedge), apelidada de “Steve” pelos animais da floresta, que estão alarmados pela sua repentina aparição. Eles decidem dar-lhe um nome para que ela pareça menos ameaçadora. A desenhista de produção Kathy Altieri lembra que fazer o aparentemente estático bloco de folhas foi bem mais difícil do que parece: “Acreditem, a nossa cerca deu o maior trabalho, desde o ponto de vista artístico até o técnico. Principalmente quando tivemos que fazer os personagens passarem por ela”.

O antigo relacionamento da DreamWorks Animation com a Hewlett-Packard (HP), fornecedor de tecnologia favorito do estúdio, tornou possível realizar as gigantescas exigências de computação em "Os Sem Floresta". Foram mais de 15 milhões de horas combinadas para transformar informação digital em imagens completas de pêlo e folhagem, sem mencionar água, fogo, uma explosão de sabor artificial de queijo nacho... e virtualmente tudo o mais que pode ser visto na tela. Sem esquecer que ambos os mundos foram desenhados para serem sempre vistos de uma perspectiva incomum, como salienta o diretor de arte Christian Schellewald: “Grande parte da nossa pesquisa foi ficarmos engatinhando por onde pequenas criaturas poderiam passar e observarmos as coisas dos ângulos mais loucos. Às vezes, via-me parando a caminho do trabalho e engatinhando em pleno asfalto e tirando fotos”. Tim Johnson comenta: “Estamos muito orgulhosos dos avanços que vimos acontecer durante a realização de "Os Sem Floresta". Como cineasta desse meio da animação por computador, ainda fico admirado pelo fato de parecer não haver limites para as todas as possibilidades. Com o tipo de ferramentas que temos, tudo o que podemos imaginar está ao nosso alcance”.

A música em "Os Sem Floresta", na forma de trilha e canções, também contribuiu para contar a história. Karey Kirkpatrick afirma: “Acho que todo mundo sabe que a música evoca emoções de formas que as palavras e as imagens não conseguem, por isso fiquei incrivelmente animado com o trio de músicos que participaram deste filme” O compositor Rupert Gregson-Williams criou a trilha para "Os Sem Floresta", e o popular cantor e compositor Ben Folds contribuiu com três canções originais. Supervisionando o processo, o compositor vencedor do Oscar Hans Zimmer serviu de produtor musical executivo do filme. Karey Kirkpatrick conclui: “"Os Sem Floresta" é uma comédia inteligente, com um pouco de comentário social, e que também tem uma grande mensagem sobre a família em seu centro. Tentamos não nos tornar muito sentimentais porque esse filme também nos permitiu satirizar as criaturas mais estranhas do planeta: nós”.

Ficha Técnica

Elenco de Vozes

RJ    BRUCE WILLIS
Verne    GARRY SHANDLING
Hammy    STEVE CARRELL
Estela    WANDA SYKES
Ozzie    WILLIAM SHATNER
Vincent    NICK NOLTE
Dwayne    THOMAS HADEN CHURCH
Gladys    ALLISON JANNEY
Lou    EUGENE LEVY
Penny    CATHERINE O’HARA   
Heather    AVRIL LAVIGNE
Tiger    OMID DJALILI

Diretor: TIM JOHNSON
Diretor e Roteirista: KAREY KIRKPATRICK
Produtora: BONNIE ARNOLD
Consultores Criativos: MIKE FRY e T. LEWIS
Roteiro: LEN BLUM, LORNE CAMERON e DAVID HOSELTON
Produtor Executivo: BILL DAMASCHKE
Produtora Associada: ELLEN COSS
Co-Produtor Executivo: JIM COX
Desenhista de Produção: KATHY ALTIERI
Editor: JOHN K. CARR
Música: RUPERT GREGSON-WILLIAMS
Diretores de Arte: CHRISTIAN SCHELLEWALD e PAUL SHARDLOW

* Informações fornecidas pela distribuidora UIP.

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