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Brasileiros vencem o World Cosplay Summit 2006

Brasileiros vencem o World Cosplay Summit 2006

Os irmãos Maurício e Mônica Somenzari foram os primeiros brasileiros a ir para o World Cosplay Summit, o campeonato de cosplay mais importante do mundo. Eles conseguiram trazer ao Brasil o título inédito. O Papo de Budega da jornalista Sandra Monte conversou com os irmãos sobre toda sua trajetória até chegar ao Japão.
 
Falem um pouco de vocês... Animes preferidos... Quando começaram a pensar em fazer cosplay, etc.

Maurício - Sou estudante universitário: Administração Hoteleira; faço aulas de chinês e falo 6 idiomas. Comecei a fazer cosplay em 2002, depois de ir ao meu primeiro evento de anime, eu simplesmente adorei tudo o que envolvia os cosplayers. No evento seguinte eu já estava de cosplay. Meus animes favoritos são Sailor Moon, Angel Sanctuary e Rozen Maiden; mas confesso que prefiro fazer cosplay de personagens de games, como Final Fantasy e Tales of Symphonia.
Mônica - Eu estudo Design, faço espanhol e adoro esportes. Meu anime preferido é Sailor Moon (principalmente a fase clássica). Eu comecei a fazer cosplay por causa do meu irmão, que queria ir em um evento mas não tinha companhia. Então ele me convidou e eu já fui logo com cosplay, cujo primeiro foi a Athena, do King of Fighters 2000.

Vocês escolheram os personagens Alexiel e Rosiel de Angel Sanctuary por que gostam ou por que acham as roupas bonitas?

Maurício - Eu adoro o Rosiel, é o personagem com quem eu mais em identifico de todas as séries que conheço! Além do estilo, também acho as roupas dele muito legais! Já fiz quatro versões do personagem. E o escolhi para o WCS, pois achei que,além de conhecê-lo bem, o cosplay poderia impressionar!
Mônica – Por que a Alexiel é parecida comigo tanto fisicamente quanto psicologicamente. E eu adorei a roupa dela.

Quanto tempo levou para as roupas ficarem prontas?

Maurício- Tivemos muito pouco tempo para fazer tudo. As roupas tiveram de estar prontas em duas semanas, ou então não conseguiríamos participar da primeira eliminatória. No entanto, tivemos mais ou menos um mês para acertar os detalhes que restavam, para a final.

Vocês pensavam desde o início em fazer uma dupla? Ou um de vocês começou a fazer o cosplay primeiro?

Maurício- Eu comecei primeiro, nós sempre fomos muito tímidos! Fui ao meu primeiro evento com alguns amigos, e então lutei muito para reunir coragem e fazer meu primeiro cosplay. No evento seguinte a Mônica ainda não foi! Só no meu 3º evento, foi o 1º dela, em 2003, e ela estreou já de cosplay. Fizemos nosso 1º em dupla em julho de 2004 e eram os personagens Tsukasa e BT de .Hack//SIGN; daí para frente fizemos várias outras duplas, como os vilões Kuja e Beatrix de Final Fantasy IX, Hughes de Watteau e Augusta Vladica de Trinity Blood, Noturno e Polaris dos X-Men, etc.
Mônica – Meu irmão começou primeiro. Mais desde que começamos a fazer cosplays em dupla sempre tentamos fazer todos os possíveis em dupla, na minha opinião é mais divertido fazer um cosplay junto com alguém do que "ir sozinho".

Vocês esperavam chegar tão longe (literalmente)?

Maurício- Nunca, nunca mesmo! Cosplay sempre foi um hobby para mim, o meu favorito, mas ainda assim, nunca esperei obter grandes resultados com ele.
Mônica – Não, pois eu comecei a fazer cosplay e morria de vergonha de apresentar.

Vocês acreditavam que ganhariam o WCS?

Maurício- A maior vitória para mim, desde o princípio, era (e foi) ir para o Japão! Sempre que nos perguntavam se estávamos confiantes de que venceríamos e coisas assim, antes da final, eu sempre dizia, "minha maior vitória já aconteceu, agora, quero é fazer uma boa performance, e contribuir para um belo show", e acho que isso resume tudo.
Mônica – Bom, certeza absoluta não, mas eu tinha uma certa esperança (se não acreditarmos em nós mesmos, quem vai? hehehe)

É muito difícil fazer um cosplay com o irmão/ã?

Maurício- Ahahaha, pra mim é até mais fácil! Como moramos juntos, se precisarmos ficar até as 2:00 da manhã ensaiando e ensaiando, não tem problema; se acontecer de nós brigarmos e pararmos tudo, no dia seguinte já estamos nos falando de novo! Além disso, não temos problemas de relacionamento, então, tudo fica bem mais simples.
Mônica – No nosso caso acho que não (hehehe) Nos brigamos sim, mas 5 minutos depois já tá tudo certo.

Vocês tiveram o apoio dos seus pais?


Maurício- Tivemos, e muito! Aliás, minha família toda se mobiliza e nos ajuda no que puder! Em especial meu pai e minha mãe; meu pai faz todo tipo de acessório, ele é bem hábil com as mãos e faz coisas incríveis. A minha mãe ajuda com cabelo, maquiagem e coreografia também!
Mônica – Nossa, tivemos muito! Não só dos pais, como do meu tio, minha avó, todo mundo!

Vocês pensam em fazer mais duplas ou pretendem fazer cosplays separados?

Maurício- Eu gosto mais de fazer em dupla, mas às vezes acontece de não encontrarmos dois personagens que combinem conosco na mesma série.
Mônica – Claro! \o/ Mas sempre tem um ou outro que não tem como fazer dupla, aí o jeito é fazer separado.

PARA MONICA - Algumas pessoas em fóruns de animes acham você parecida com a Fran Drescher da série Nanny. Você já pensou ou gostaria de fazer a personagem?

Mônica – Hahahaha, meu irmão me fala isso todo dia que vê a foto da minha carteirinha da faculdade. Bom, algum dia eu posso fazer a Fran da serie "Nanny"! Eu adoro essa serie!!!!

É fácil lidar com o assédio da mídia?


Maurício- Eu estou adorando tudo isso! Não me sinto "exposto" ou "assediado", temos tido o apoio da JBC, que inclusive disponibilizou uma assessora de imprensa para nós! Tem sido muito divertido!
Mônica – Eu acho muito legal! Hehehe, muito legal ver não só a mídia, mais outros cosplayers interessados no que aconteceu com a gente no Japão e aqui no Brasil.

Qual foi o melhor e o pior momento da trajetória de vocês?

Maurício- O pior momento... acho que foi durante a confecção dos cosplays de Alexiel e Rosiel, pois TUDO que poderia dar errado, de fato deu! Desde as penas para as asas que a gente não encontrava em quantidade suficiente, uma máquina de costura que não costurava o tecido que precisávamos, uma alça da asa que estoura um dia antes da final, a cruz que quebrou no ensaio final, no palco da final, um dos passaportes que é impresso com erro de digitação... tudo poderia ter sido motivo pra parar e desistir! Acho que isso foi o pior que passamos, lidar com estes "imprevistos"... Agora, o melhor... não dá pra definir, depois de embarcarmos tudo foi simplesmente um sonho, acho que o melhor de tudo foi a viagem toda, e as amizades que fizemos lá.
Mônica – Como meu irmão disse, o pior momento foi da hora de fazer os cosplays, pois tudo deu errado mesmo! E outro momento ruim foi a despedida quando nos voltamos do Japão foi muito ruim deixar toda a galera de lá, pois fizemos amizades com todos os cosplayers que estavam no Japão.

Vocês têm algum comentário para as pessoas que desejam fazer cosplays ou para as pessoas que desprezam esta atividade.

Maurício - Bom, se você quer começar, tem todo o meu apoio! Faça cosplay por você, e lembre-se que é o seu corpo, a sua imagem que você está exibindo, dê o seu melhor e divirta-se! Se você não gosta de cosplay, é indiferente, por favor, apenas respeite.
Mônica – Para quem vai fazer um cosplay: escolha um personagem que você goste e se possível, faça com mais pessoas (em grupo é mais legal). Para quem não gosta: sinto muito, mas gosto é gosto.

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